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“Como ajudar jovens como Hanna Baker? Refletindo sobre a série Thirteen Reasons Why” encheu o Plenarinho da Câmara Municipal, nesta quinta-feira (01/06), para debater as causas que levam os jovens ao suicídio

A apresentação de um projeto de lei que cria o Programa Municipal de Prevenção ao Suicídio foi o encaminhamento concreto apontado pelos painelistas que falaram sobre o tema na noite chuvosa desta quinta-feira (1/6), para um público que encheu o Plenarinho da Câmara Municipal. A iniciativa do encontro foi do vereador Mauro Zacher, autor da Lei Municipal 10.866, que, de forma pioneira nas capitais brasileiras, instituiu políticas públicas de combate ao bullying na rede municipal de ensino.

O Painel “Como ajudar jovens como Hannah Baker? Refletindo sobre a série Thirteen Reasons Why”, contou com a presença do psiquiatra Ronaldo Nogueira, da psicóloga Carmem Oliveira e do sociólogo e jornalista Marcos Rolim. O secretário municipal de Porto Alegre, Adriano Naves de Britto, foi o mediador do encontro.

Entre os pontos polêmicos do seriado, Marcos Rolim destacou que o detalhamento da forma como a personagem central comete o suicídio era uma cena dispensável. “A cena tem um realismo que é impressionante e, com isso, mesmo que indiretamente, ela termina por instrumentalizar jovens em situação semelhante”, disse. O sociólogo ainda afirmou que para ele o suicídio é o fim. “A morte é o fim”, sentenciou. Mas lembrou que o fato de o seriado começar pela morte de Hannah, para então desenrolar a trama em busca de justiça contra aqueles que não a ajudaram, pode ter o mesmo efeito em jovens que estejam próximos de cometer o ato extremo de tirar a própria vida.

Para o psiquiatra Ricardo Nogueira, é preciso combater o preconceito ao se falar sobre o tema. Segundo ele, o silêncio - somado a falta de controle e diálogo em casa, o despreparo do sistema de ensino e o distanciamento dos jovens da realidade - é a porta de acesso às informações de ideação suicidas.

“Experimentem colocar na pesquisa de qualquer aplicativo de busca a frase ‘como tirar a minha própria vida’ e verão a quantidade de sites que explicam com detalhes os procedimentos para o suicídio. Já o contrário, ‘como fazer para evitar o suicídio’, é infinitamente menor”, disse Nogueira.

Carmem Oliveira apontou o sistema de ensino, principalmente o Médio, como um importante indutor do descontentamento dos jovens adolescentes. “As escolas, de uma forma geral, tanto a privada como a pública, estão burocratizadas e tecnocráticas. Com suas diferenças, cada qual tem suas metas, mas não estão preparadas para lidarem com a diversidade, com as questões de gênero, éticas e raciais, por exemplo. E isso, por não dar limites comportamentais, contamina a relação pedagógica e estimula o conflito entre alunos e professores”, ressaltou.

Outras sugestões foram apresentadas pelos painelistas: a ampliação da discussão para professores e pais; a necessidade de aplicar métodos de identificação de casos, a partir da instituição de escalas que possam medir a resiliência, autoestima e satisfação de vida dos adolescentes; assim como a realização de um trabalho de pesquisa quantitativo sobre os programas instituídos para, de forma científica, avaliar os seus resultados.

Participaram do encontro psicólogos, psiquiatras, conselheiros tutelares, educadores, pais e outros interessados na discussão do tema. A íntegra do painel está disponível na fanpage do vereador Mauro Zacher.

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