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Card Sguranca efetivo

A questão da segurança pública é um tema que chega à atualidade cercado de expectativas e cobranças da sociedade, que pelos autos índices acaba por se auto incorporar aos poderes públicos constituídos em todas as esferas, Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público, no combate à violência. Essa integração, no entanto, não irá avançar sem que haja vontade política dos governos e demais poderes em investir, por um lado, no aumento do efetivo policial e em tecnologia de ponta, e por outros em ações sociais e educativas, na geração de renda e oportunidades, para que as famílias de baixa renda possam viver dignamente e, com isso, evitar a atração dos nossos jovens para o crime.

Chegamos a um momento difícil, onde o efetivo policial é praticamente a metade do que existia no início da década de 1990. Em 1991 haviam 30 mil brigadianos para uma população de 9,1 milhões de gaúchos. Os números de 2017, demonstram que o efetivo caiu para menos de 19 mil homens e a população cresceu para 11,2 milhões.
Da mesma forma, há falta de integração entre as forças policiais. As históricas diferenças entre a Polícia Militar e a Civil e a, cada vez mais, necessária convergência de interesses com as guardas municipais, criadas em 33 municípios do Estado e que podem, a partir de ajustes legais e operacionais, auxiliar no combate à criminalidade.
Soma-se ao desafio, a necessidade de ampliação dos investimentos em tecnologia. Na integração de sistemas de TI, monitoramento eletrônico, com o uso de imagens, inclusive, de equipamentos instalados por condomínios e empresas às plataformas oficiais, a qualificação da iluminação pública, como fizemos em parques, praças e vias, quando estivemos à frente da SMOV, em Porto Alegre, entre outros processos criativos e de inovação.
Finalmente, e não menos importante, está a aplicação de projetos econômicos, sociais e educacionais que visem assumir as responsabilidades do Estado nas comunidades mais necessitadas, elevando a autoestima dessa população, com a ascensão as redes de ensino, saúde, programas assistenciais, habitacionais e de geração de renda. Sem isso, tratando a violência apenas como caso de polícia, os avanços serão paliativos e pontuais. Vale ressaltar aqui a frase proferida pelo saudoso antropólogo Darcy Ribeiro em 1982, quando idealizou e, juntamente com o governador do RJ, Leonel Brizola, implementou o projeto dos os Centros Integrados de Educação Públicas (CIEPs): "Se os governadores não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios"

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