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Bullying Circulos restaurativos

A técnica da Justiça Restaurativa consiste em empoderar um professor-mediador, qualificando-o para buscar, através do diálogo entre as partes, vítima e agressor, a solução de conflitos em salas de aula, para promover a paz nos ambientes escolares.No âmbito escolar começou a ser testada em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal ainda em 2002. Na época, foi criada a figura do professor-mediador, cuja função, exclusivamente, era cuidar da boa convivência de todos no ambiente escolar. As ações nesse sentido, no entanto, não chegaram a ser expandidas de modo homogêneo para o resto do País.

Bullying e lesão corporal

O princípio consiste na utilização dos chamados círculos restaurativos, que ajuda não apenas na pacificação dos estudantes diretamente envolvidos, mas também contribui para ajudar as famílias, já que a técnica contribui para que pais percebam as falhas ocorridas nas atitudes dos filhos. A escola, igualmente, passa a trabalhar mais os conteúdos sobre paz e respeito humano; e, se necessário, o juizado pode pedir ajuda de integrantes da rede de assistência para que as soluções sejam encontradas de maneira conjunta e a ruptura das relações seja reparada.

Círculo Restaurativo

A técnica dos círculos restaurativos dura entre três e quatro horas, com todos os envolvidos no conflito sentados em círculo. Ali, cada um tem um tempo para falar e ser ouvido por todos. O procedimento se divide em três etapas: o pré-círculo (preparação para o encontro com os participantes); o círculo, propriamente dito, e o pós-círculo (fase de acompanhamento). O trabalho não visa apontar culpados ou vítimas, mas fazer que os presentes entendam que suas ações afetam a si próprios e aos outros e que são responsáveis por seus efeitos.

Rodadas

Na 1ª rodada, o facilitador estimula as pessoas a se apresentarem. Na 2ª rodada, o facilitador coloca perguntas que permitam aos presentes falarem sobre os valores que acreditam ser importantes para a sua vida.

Na 3ª rodada, o facilitador faz com que as pessoas contem alguma história sobre a sua vida. As perguntas servem para promover uma conexão da pessoa com a humanidade do outro. Na 4ª rodada ocorrer abordagem do conflito em si.

Esse é o momento em que o facilitador pergunta o que cada um sente em relação aos fatos apontados. É quando a vítima expõe a dor que sente; a comunidade (família, por exemplo) também coloca seus sentimentos.

Esse processo, segundo o juiz, auxilia o ofensor a refletir sobre o erro e desconstruir suas desculpas. Na 5ª rodada há o trabalho de reparação dos danos. O ofensor é convidado a apresentar um plano para reparar o dano que fez à vítima, a si próprio e à comunidade. Três meses depois, há um pós-círculo, para que seja confirmado que o acordo está sendo cumprido. Se não estiver, o processo volta para a Justiça comum.

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