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carteira do trabalho

Crédito imagem: Divulgação

Perda de 7% do PIB no biênio 2016/2017, segundo o IBGE, é a principal causa do aumento de desempregados no país. Entre o final do terceiro semestre do ano passado e o primeiro desse ano, os números revelam o crescimento de trabalhadores que perderam o emprego, passando de 12,3 para 13,7 milhões de pessoas fora do mercado laboral. Nesse mesmo período, o rendimento médio dos brasileiros ficou estagnado em R$ 2,169 mil.
Esse não é um quadro nada animador. Para que os índices voltem a crescer é preciso que a economia tenha uma expansão próxima de 4% do PIB. No entanto, ao contrário disso, todas as projeções apontam para uma alta de apenas 2,75 em 2018.
Soma-se a isso a crescente desigualdade de gênero. No Brasil atual, que as mulheres ocupam cada vez mais a responsabilidade de provimento dos lares, mas infelizmente recebem, em média, quase a metade dos trabalhadores do sexo masculino quando no exercício da mesma função.

Os dados do IBGE são ainda mais preocupantes quando analisa o mercado formal e informal. A informalidade vem crescendo em ritmo continuo. Nos últimos quatro anos 4 milhões de brasileiros perderam o emprego com carteira assinada, numero que chega hoje a 32,9 milhões de trabalhadores. É o equivalente a uma queda média de 500 mil vagas por trimestre, em meio a um quadro de recessão que se intensificou nos anos de 2015 e 2016.
A taxa de desemprego, que no primeiro trimestre de 2018 ficou em 13,1%, dado superior aos 11,8% computados entre outubro e dezembro de 2017, demonstra outro dado preocupante. Além desses 13,7 milhões desocupados, são as 4,3 milhões de pessoas (a maioria pardos e negros) em situação de desalento, que deixaram de procurar emprego. Esses dois, somados aos jovens que não estudam nem trabalham, compõem um exército de 26 milhões de pessoas que estão subutilizadas.
Outro problema, que precisa ser levado em conta, é a falta de investimento em Educação no Brasil. Diante, cada vez mais, da necessidade de maior conhecimento, especialmente em tecnologias de ponta, dão conta que o trabalhador brasileiro, em geral tem baixa especialização para ocupar funções mais complexas e de maior média salarial. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) o aprimoramento do aprendizado é necessário para romper as dificuldades impostas pelo mercado de trabalho. E isso é um desafio ainda maior em um Brasil que não tem a Educação como um projeto prioritário.
No Rio Grande do Sul, os números, apesar de percentualmente serem melhores do que os do país, não há o que comemorar. Entre janeiro e março de 2018 o RS criou 47.771 empregos formais. O saldo é de 313.743 contratações contra 269.972 demissões, sendo o maior crescimento desde o primeiro trimestre de 2014, quando foram abertas 50.848 vagas com carteira assinada. Entretanto, técnicos do Dieese alertam que a base de comparação é baixa porque, nos últimos anos a recessão derrubou a geração de emprego, tanto no Estado como no restante do país, sendo natural que, chegado ao fundo do poço, os números sejam calibrados um pouco para cima.
As vagas criadas no Estado que tiveram o melhor desempenho são as da indústria da transformação, com 24.938 novos postos de trabalho. No comércio, ao contrário, 1.281 empregos formais foram fechados no mesmo período, o que se justifica pelo alto número de lojas fechadas nos principais centros comerciais do Rio Grande do Sul.

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