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O tema da violência na escola tem propiciado um espaço crescente de debates no Brasil sobre a natureza do fenômeno e sobre as formas de enfrentá-lo. Infelizmente, as preocupações se tornam mais agudas diante de episódios que envolvem manifestações extremas, como a tragédia ocorrida, no dia 7 de abril, na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Realengo (RJ) ou quando, por exemplo, professores são cada vez mais agredidos ou ameaçados, ou ainda quando alunos se envolvem em conflitos com lesões corporais, danos ao patrimônio e, em maior escala entram nas escolas com armas brancas e de fogo.

A violência que existe nas escolas, entretanto, não diz respeito apenas a este tipo de situações extremas. Elas, aliás, são em sua grande maioria o fechamento de um ciclo de outra forma muito particular de violência praticada entre pares, conhecida na literatura especializada como “bullying”. A expressão inglesa, sem equivalente em qualquer outra língua, deriva de “bully” (valentão) e denota um fenômeno específico pelo qual alguns agressores oferecem as suas vítimas, de forma repetida, sofrimentos variados que envolvem, além de agressões físicas, formas propositais de humilhação, terror ou isolamento.

As evidências disponíveis permitem afirmar, entre outras coisas, que as práticas de “bullying” estão fortemente correlacionadas com mau desempenho escolas e com a evasão; associadas às ideações suicidas entre crianças e adolescentes e fortemente correlacionadas com condenações futuras – entre autores e vítimas – pela prática de crimes violentos. Prevenir o “bullying”, por isso mesmo, é uma exigência fundamental se desejamos melhorar o desempenho acadêmico e se queremos reduzir os indicadores de violência no Brasil.

O “bullying” é encontrado universalmente, em todas as culturas, sendo muito comum nas escolas. Desde as pesquisas pioneiras de Dan Olweus, na Noruega, sabe-se que é possível prevenir sua ocorrência, diminuindo sensivelmente os efeitos devastadores que costumam estar associados a estas práticas. Para isso, entretanto, é necessário que o fenômeno – normalmente invisível – seja conhecido e diagnosticado em cada escola e que os municípios tenham políticas públicas determinadas sobre o tema. Por outro lado, quando não é atacado, o bullying pode ter conseqüências como a tragédia desse ano no Rio de Janeiro

Foi com o entendimento de que o amplo debate sobre o tema e a criação de programas preventivos estão entre as medidas práticas para minimizar o problema da violência escolar, que protocolamos na Câmara Municipal, no o projeto de lei propondo as linhas gerais de uma política antibullying nas escolas de Porto Alegre. A iniciativa, aprovada por unanimidade no dia 24 de fevereiro e sancionada pelo prefeito de Porto Alegre em 26 de março de 2010, pode e deve ser aperfeiçoada pelo Executivo em sua missão de estabelecer o enfrentamento do problema nas escolas. A ausência de ação só resulta no agravamento da situação de descontrole, que, infelizmente, atinge em cheio a toda a sociedade.

Saiba mais

Clique AQUI e conheça o projeto que virou Lei pioneira em prevenção e combate ao Bullying nas capitais brasileiras

Clique AQUI e acesse o conteúdo da II edição da CARTILHA editada para auxiliar o trabalho de discussão do tema nas escolas. 

 

 

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