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Card Dia da Mulher

Manifestação alusiva ao Dia Internacional da Mulher 

O Dia Internacional da Mulher, anualmente comemorado em 8 de março, pode ser visto com uma data qualquer para muitos, especialmente se compreendermos que precisamos estar em permanente luta contra as desigualdades de gênero, assim como em relação as demais discrepâncias, sociais, raciais, religiosas e outras tantas existentes em pleno século 21.

Mas esse é, sim, também um momento importante para que possamos atualizar e expor com maior impacto dados que demonstram a realidade que nos é apresentada; de como essas diferenças impactam negativamente as mulheres em sua jornada diária de sobrevivência, muitas delas chefes de família, número, aliás, que se eleva a cada pesquisa realizada.

As mulheres trabalham em média 7,5 horas a mais que os homens por semana. Em 2015, a jornada total média das mulheres era de 53,6 horas, enquanto a dos homens era de 46,1 horas. Em relação às atividades não remuneradas, mais de 90% das mulheres declararam realizar atividades domésticas – proporção que se manteve quase inalterada ao longo de 20 anos, assim como a dos homens (em torno de 50%). Esses são alguns dos dados destacados no estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça com base em séries históricas de 1995 a 2015 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE.

Entre 1995 e 2015, portanto, em um intervalo de 20 anos, que corresponde a uma geração, o número de lares brasileiros chefiados por mulheres praticamente dobrou; saltou de 23% para 40%, segundo informações da pesquisa Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base nos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad).

Este entre é um entre tantos indicadores que demonstram a necessidade de termos, todos, um olhar mais apurado para a questão de gênero no Brasil. Em um Brasil, com uma população que em 2017 ultrapassou aos 2º7 milhões de habitantes, elas são a maioria em um percentual que chega a 51,5% da população contra 48,5% dos homens, sendo, portanto, inadmissível que as mulheres ganhem menos, sofram mais violência, tenham pouca presença na atividade política, entre tantas formas de discriminação sofrida pelo conjunto de mulheres brasileiras.

Vamos falar de emprego
Constante deve ser a luta pela igualdade de gênero. Em pleno século 21 não pode haver disparidade salarial entre homens e mulheres. Legislação semelhante a que está sendo empregada em países da Europa, de maior transparência nos ganhos das empresas, precisa vir p/ o Brasil.

No Brasil, 44% da força de trabalho é de mulheres, mas só 37% em cargos de direção e gerência e destes uma boa parte em setores como de RH ou comunicação, que raras vezes levam ao posto máximo da empresa. Em 200 grandes companhias do país, só 3 têm presidentes mulheres.

Na medicina, por exemplo, desde 2010 o número de mulheres que entram na profissão é maior que o de homens, de acordo com um estudo da Faculdade de Medicina de São Paulo. Mas os homens ainda se concentram nos cargos de maiores salários.

Estudo da FEE/RS demonstra que a diferença salarial não ajustada é de 20%, e se aproxima do levantamento feito pelo IBGE que aponta que o salário das mulheres é em média 78% do salário masculino.

O mesmo estudo aponta que a recessão que atingiu o biênio 2015/2017 elevou em 12,4% o desemprego entre as mulheres, um acréscimo de perda equivalente a 5 mil postos de trabalho. A redução para os homens foi de 2 mil vagas. Os números negativos se repetem pelo 3º ano consecutivo.
Uma forma de mudar essa realidade no Brasil seria aprovar lei semelhante as dos países da Europa que obrigam a divulgação de salários em grandes companhias. Dará maior transparência na relação de emprego p/ homens e mulheres e colocará o país na vanguarda da igualdade de gênero.

No censo do IBGE de 2000, 22,2% das famílias brasileiras tinham mulheres como responsáveis, nº que aumentou para 37,3% em 2010. Nas áreas urbanas, a chefia feminina passou de 24,5% em 2000 para 39,3% em 2010; e nas áreas rurais dobrou em 10 anos, passando de 10,9% para 24,8%.

Números são favoráveis na Educação
Vejamos que no país, mesmo sendo as mulheres a ser maioria com ensino superior, segundo dados do IBGE de 2016, elas, mesmo assim, recebem menos provimentos salariais. Na faixa acima dos 25 anos, as mulheres com nível universitário chegam a 23,5%, contra 20,7% dos homens.

Na taxa de frequência escolar líquida ajustada no ensino médio em 2016, também é maior o percentual de mulheres (73,5%) que de homens (63,2%). A média Brasil atingiu 68,2%. Os estudos mostram que o ambiente escolar é mais adequado ao tipo de criação dado às meninas.

Os dados da violência
Uma em três brasileiras é vítima de violência, segundo pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, do Datafolha (2017). De três brasileiras com 16 anos ou mais, uma foi espancada, xingada, ameaçada, agarrada, perseguida, esfaqueada, empurrada em 12 meses.

A pesquisa DataSenado (2017) sobre a violência doméstica e familiar contra as mulheres no Brasil revela aumento no número de mulheres que declaram ter sofrido algum tipo de violência doméstica: o percentual passou de 18%, em 2015, para 29%, em 2017.

Os números da pesquisa apontam que para 26%, a Lei Maria da Penha protege as mulheres; 53% disseram que ela protege apenas em parte; e 20% que não protege. Mesmo sendo uma das leis mais conhecidas do país, 77% pouco a conhecem, enquanto 18% afirmam conhecer muito.

A baixa inserção na Política
Dados do portal Politize apontam que entre 2004 e 2016, mesmo com a exigência legal (2009) dos partidos destinarem ao menos 30% das vagas em nominatas proporcionais para o gênero feminino, o número de votos para elas caiu em quase 10%, comprovando que a medida tem sido ineficaz.
Na última eleição para vereador, com base no mesmo estudo, ficou demonstrado que no Brasil, foram eleitos, em média, apenas 1 vereadora para cada 7 vereadores homens, o que demonstra uma grande discriminação do eleitorado na hora do voto.
Ainda, essa discriminação está presente em todas as faixas sociais, financeiras, de escolaridade e regionais do eleitorado. Ou seja, não levar as mulheres a sério nas eleições é algo disseminado pelo território brasileiro.

Uma razão para isso, aponta o estudo, é que os partidos não preenchem as vagas com a intenção de garantir a eleição das mulheres, mas para poder registrar um maior número de homens. Basta ver que nas eleições municipais de 2016, 18.244 candidatas não ganharam um voto sequer.

As candidaturas femininas sem um voto chegaram à 12,5% de todas as mulheres inscritas p/ na eleição. Em comparação, apenas 2,6% dos candidatos homens não tiveram votos, quase um quinto do patamar verificado com as mulheres. Isso levou o TSE a abrir uma investigação desses casos.

O estudo do Portal Politize ainda vai além, demonstra que os partidos, independente do campo ideológico, investem menos nas candidaturas femininas, o que pode explicar o baixo resultado eleitoral delas. A exceção da Rede, todos investiram menos nas mulheres em 2016.

O Brasil está em 154º lugar em um estudo feito pela Inter-Parliamentary Union em parlamentos de 193 países. Estamos à frente, apenas, de países árabes, do Oriente Médio e das ilhas polinésias.

Fontes:
IBGE
IPEA
Valor Econômico
Revista Exame
Portal G1
Folha de São Paulo online
Portal Desacato
Portal Justiça de Saia
Portal Politize

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